Blog da Liz de Sá Cavalcante

Estremecer

Estremeço sem morrer; isso é privilégio de ser poesia. Ser poesia é desistir de tudo, menos do amor. O sonho vem como amor reprimido, onde os abraços são sonhos que nunca existiram concretamente. Nada quero de mim. O inesquecível é esse estremecer infinito, que traz o céu para perto. E o destino sou eu, por uma janela imaginária, a me defender do mundo: o meu amor.