Nada pode me tornar viva. A vida nada é, não é nenhum sentimento. Deixar o corpo inteiro ser o meu ventre é porque sou o ventre da paz, em uma dor santa. A dor da dor sou eu. Acreditar é a certeza que tudo está errado, a vida é um erro. O desamor é pele na pele, na asma da pele. A pele sem respirar é como sentir na pele o que sou. Chorar como vento é me perder em céus sem sentido, perdidos na pele, sufocados em uma presença de paz, onde o único céu é a morte. Deus é sem lugar. Se eu morrer no vazio absoluto, construirei muralhas de céu e sentirei a perda do céu no tempo infinito de mim, onde não tenho mais a mim. Tudo se torna céu: última esperança de Deus.
