A inexatidão é: sonhos não obscurecidos pelo meu pensar distante de mim, obscurecidos na falta de mim, por mim. O descaso não tem falta, é morrer no sentir vital da vida e no fogo eterno. A dor é o infinito de morrer como água, céu, sem eu precisar de mim no que depende de mim: a minha ilusão. Na ilusão, não sou só. Sou o morrer da vida. Morri, mas não acredito. A lembrança, pior morte. Dar algo mais do que eu mesma me faz voar viva, em céus desabitados até por Deus. Céus que existem em mim, adormecidos em minhas palavras de dor, súplicas, amor. Eu torno a vida boa, a morte boa. Meu corpo está entre a vida e a morte. Nenhuma das duas quis meu corpo, apenas o prostituíram de amor. O vulto é a única paz.
