Blog da Liz de Sá Cavalcante

Leveza

A esperança é o nunca mais como alma. É o tratar a alma no tempo perdido, para seu abraço não se perder no Sol imaginário e brindar com a dor. O sorrir do Sol avisa quando chega a morte. Nada se mete entre a vida e a morte. Nada pode ir contra o Sol. Fico entre o Sol e a Lua, com a disposição do nada em sofrer feliz, com um olhar que ninguém tem, perante a grandiosidade do Sol. O medo tem medo de ser. Ele tem medo até do encanto da vida, que é um fio que se desfaz. Nada se faz Sol. A extrema unção do Sol é o céu, é o som do infinito. O Sol transborda em mar e seca em Luas tão vivas que parecem Sol. E o desaparecer de um único instante no total do céu, estalando alegrias sem fim, sentindo o Sol como devaneio, como ar, como despedida, como sinceridade de um amanhecer poético a desaguar na tristeza, na contemplação do mar a desabar em areias desertas, canção que não se escuta, mas se ama.