Onde estou dentro de mim sem o nada? Estou sendo eu sem o nada, que nada revela, mas me absorve, e eu me coloco sem mim na sensação do nada, sem o nada. É como recorrer ao destino, à lembrança, para que a sensação se perca no nada divino. O teu olhar é o nada, que, de tão perdido, fez-se sendo o horizonte da morte, onde fico entre a cruz e a espada, no viver eterno, e não desgrudo da vida em minha pele, que sente a vida sem se destruir. Não há um pouco de ser onde há morte. Esse pouco de ser é inviável, é um resto do mundo no meu coração. De que importa o mundo se tenho a vida? A vida é o sopro do ser no nada dado. E a desordem foi apenas o nada de um coração que não aprende a amar. O meu ama tanto, que não sei de mim.
