A aparição do nada é a aparência da alma, refletida em mim. A alma é a superfície do nada. O ser é o nada da alma. O sonho não devolve o nada ao nada, mas o liberta do que quero ser: um nada no meio do mar, abrigo secreto do amor no nada. A alma se derrama em uma profunda morte, que dá a ela uma identidade, em uma vida sem realizações. A alma tudo realiza. Se minha voz fosse a alma, não precisaria viver. Tudo termina e começa na alma, na morte.
