Como uma lágrima fez o mundo? Ainda faltam lágrimas no mundo. O ser não pode me dar essas lágrimas para eu dá-las ao mundo. Estou só, sem lágrimas. Nem o sorrir do Sol me emociona, mas me faz chorar de alegria. A alegria vem depois do Sol. Eu me embriago de Sol. Vivo conforme a ausência. A ausência não me destrói. O amor me fragmenta em palavras que não pude escrever. Mesmo assim, nada falta em mim para escrever essas palavras, que talvez estejam no céu. Talvez meu aborto seja a minha vida, acelerando as palavras no que fica entre a vida e o céu.
