A violência do corpo é o corpo. O corpo se torna corpo na alma, não nele, nem no sempre. Sacrificar a pele pelo meu corpo, pela alma em pele. Lágrimas de pele são imunes à dor. Pele é o sonho dentro do sonho, onde não existo mais. Sonho é morrer sonhando. O devaneio, fim do sonho. Fim do sonho em um céu que transcende. O mundo pode ser feito de céu, pelo meu amor. O amor nunca descansa. Está sempre a amar. Viver em nós não deixa o amor vir. Um pouco de ternura para o amor vir. Se o amor não viver, tenho sombras de amor para amar. O recesso é o amor em extremo, nas pausas de ser. Pausas são vidas perdidas. Escrever é ir sem pausas. Escrever é a profundidade em vida. Surge, de repente, meu ser sem alma, com o qual escrevo melhor do que sou. Ser é me dividir comigo, é a impermanência da alma, que a faz eterna.
