Blog da Liz de Sá Cavalcante

A perda do tempo

A perda é o tempo que resta na perda do tempo. O mergulhar do tempo é a perda de mim. O tempo é saudade de ser. Nem a saudade pode resgatar o que perdi no tempo. O seu tempo não é o meu tempo. O tempo de esquecer é eterno: tem suavidade das lembranças. O concreto é o tempo. O sol é a saudade da alma. É preciso colocar amor nas pessoas que não se perdem, por não quererem amar. O amor me convida a amá-las, como se eu não tivesse interior para ter consciência desse amor inexistente em ti, que não posso tornar amor, mas posso amar sua falta de amor, para que não morra ainda e seja feliz sem nada sentir. Até sua falta de sentir me faz viver. O tempo não foi perdido, deixamos de vivê-lo em nós.