Blog da Liz de Sá Cavalcante

Ausência embrionária

A água relaxa no ser e transcende escorrendo o ar do corpo. Viver, náusea do espírito, afastando o bem com o bem. Vida no espírito devia ser a vida do ser. Espírito é perda, falta ausência. Ausência no chorar absoluto. A ausência faz nascer, uma fala dentro do corpo. Quero-a para mim sendo apenas minha sem ser nem pedaço de mim. Pedaços cessam a fala interior. A perfeição é só e carente. Carente de Deus num indomado sofrer a experimentar o corpo como castigo, mas o que a perfeição sente não é real nem nela: realiza-se. Resta-me ser só com Deus ou sem Deus.